A tradição da solenidade do corpo de Deus

A tradição da solenidade do Corpo de Deus

Corpo de Deus ou Corpus Christi (designação em latim, significa Corpo de Cristo) reafirma de forma pública a fé da Igreja em Jesus Cristo vivo e realmente presente no sacramento da Eucaristia. A Eucaristia foi instituída por Cristo na Última Ceia, quando Ele tomou o pão e o vinho afirmando: “Este é o meu corpo… Isto é o meu sangue… Fazei isto em memória de mim” (Mateus 26, 26-28; Lucas 22, 19). O mesmo afirmou no Evangelho de São João ao dizer: “Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo” e ainda “quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna” (6, 51.54).

A festa do Corpo de Deus, como é mais conhecida, é celebrada 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia. Com a suspensão do feriado a mesma passou a ser celebrada no Domingo seguinte, sendo que a reposição do mesmo voltou à Quinta-Feira, que este ano recai a 26 de Maio.

A festa do Corpus Christi começou primeiramente a ser celebrada em 1246 na Bélgica e daí foi alargada para a Igreja Universal pelo Papa Urbano IV em 1264. Em Portugal esta festa começou a ser celebrada em 1282 com procissões, desfiles pelas ruas, bailes e decoração alusiva pelas ruas.

Esta solenidade já teve vários nomes: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Actualmente oficial e liturgicamente é denominada como a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).