A Catequese vai começar!

A Catequese vai começar!

Como vosso Pároco recebi da Igreja a responsabilidade de velar pelo anúncio de Jesus Cristo, conduzir-vos à Fé e a todos ajudar, com outros colaboradores, a  conhecer  a Deus e a saber crescer no Seu amor.

Após o início de mais um ano escolar, vimos  lembrar os pais das crianças, adolescentes e jovens de que as Paróquias de Sines e Porto Covo têm à vossa disposição a catequese paroquial dos 6 aos 16 anos.

Conhecer a Palavra de Deus que nos conduz ao encontro com Cristo, nosso grande amigo e Mestre da nossa vida, é o que a mesma nos propõe. Sereis ajudados pelos catequistas, irmãos e irmãs mais velhos que conhecem bem o caminho da vida a trilhar.

Para tanto basta que preencham a ficha de inscrição e a entreguem nas Igrejas ou no Centro Paroquial. As matrículas fazem-se até ao final de Setembro e a abertura geral da catequese será no dia 2 de Outubro, na Missa das 11 em Sines e das 17.30 em Porto Covo. Na semana seguinte cada grupo, com as catequistas e pais, no dia e hora a acordar, começarão a sua actividade semanal.

Aproveitamos a oportunidade para informar de que também os pais e outros adultos pode inscrever-se,  em ficha própria à disposição nos anteriores contactos, de forma a completarem  a sua formação cristã e receberem os Sacramentos da iniciação cristã, BATISMO, COMUNHÃO E CRISMA, conforme os casos, e assim poderem aceder aos ofícios eclesiais, como sejam de Padrinho ou Madrinha.

Pedindo a Deus as melhores bênçãos, com a intercessão de Nossa Senhora, a todos desejamos um bom ano.

O PÁROCO

Ficha de Inscrição – Catequese de Adultos 

Ficha de Inscrição – Infância e Adolescência 

A tradição da solenidade do corpo de Deus

A tradição da solenidade do Corpo de Deus

Corpo de Deus ou Corpus Christi (designação em latim, significa Corpo de Cristo) reafirma de forma pública a fé da Igreja em Jesus Cristo vivo e realmente presente no sacramento da Eucaristia. A Eucaristia foi instituída por Cristo na Última Ceia, quando Ele tomou o pão e o vinho afirmando: “Este é o meu corpo… Isto é o meu sangue… Fazei isto em memória de mim” (Mateus 26, 26-28; Lucas 22, 19). O mesmo afirmou no Evangelho de São João ao dizer: “Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo” e ainda “quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna” (6, 51.54).

A festa do Corpo de Deus, como é mais conhecida, é celebrada 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da Eucaristia. Com a suspensão do feriado a mesma passou a ser celebrada no Domingo seguinte, sendo que a reposição do mesmo voltou à Quinta-Feira, que este ano recai a 26 de Maio.

A festa do Corpus Christi começou primeiramente a ser celebrada em 1246 na Bélgica e daí foi alargada para a Igreja Universal pelo Papa Urbano IV em 1264. Em Portugal esta festa começou a ser celebrada em 1282 com procissões, desfiles pelas ruas, bailes e decoração alusiva pelas ruas.

Esta solenidade já teve vários nomes: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Actualmente oficial e liturgicamente é denominada como a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.

A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

Oração para o Ano da Misericórdia

Oração para o Ano da Misericórdia

Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, o vê a Ele, mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos!

O Vosso olhar de amor libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocarem a felicidade nas coisas criadas; fez chorar Pedro depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido. Fazei que cada um de nós escute, como nos fossem dirigidas, as palavras que dissestes à samaritana: «Se tu conhecesses o dom de Deus!»

Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta a sua omnipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o vosso rosto visível, seu Senhor, ressuscitado e glorificado. Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem como justa a compaixão pelos que estão na ignorância e no erro: fazei com que todos os que se aproximem de cada um dos vossos ministros se sintam acolhidos, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar a alegre mensagem aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e oprimidos e restaurar a vista aos cegos.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos.
Ámen

Programa Quaresmal

Programa Quaresmal 2016

O programa quaresmal de 2016 já foi definido pelo Pároco Egídio Ferreira, que será entre as datas 10 de Fevereiro e 24 de Março.


1. Quarta-feira de cinzas – Imposição das cinzas 18h30m (10 Fevereiro)
2. Ritos da iniciação cristã I – III – V Domingos (14 e 18 Fevereiro; 13 Março)
3. Entrega da bíblia aos adultos III Domingo (28 Fevereiro)
4. Dia Cáritas – Ofertório III Domingo (28 Fevereiro)
5. Festas do Pai Nosso IV Domingo
6. Procissão do Senhor dos Passos V Domingo 16h (13 Março)
7. Confissões quaresmais das crianças 15h (19 Março)


8. Semana Santa (20 Março a 24 Março)
– Domingo de Ramos – D.M.J. e entrega de renúncias
– Confissões quaresmais dos adultos 21h (21 Março)
– Missa crismal na Sé de Beja 18h (23 Março)


9. Triduo Pascal (24 Março a 26 Março)
– Quinta-feira Santa (24 Março)
Laudes na igreja 10h
Missa da ceia do Senhor 18h30m (Igreja Matriz Sines)
Adoração ao Santíssimo até às 11h – por grupos (CFR. ESC.)


– Sexta-feira Santa (25 Março)
Laudes 10h
Adoração da cruz com leitura da paixão e distribuição da comunhão
Via-sacra jovem pelas ruas de Sines


– Sábado Santo (26 Março)
Laudes 10h e vésperas 15h
Missa da Vigília Pascal com 5 baptismos 22h


10. DOMINGO DA RESSURREIÇÃO (27 Março)
Missa 11h (Igreja Matriz Sines)

Mensagem Quaresma

Há uma porta aberta para todos!

Mensagem da Quaresma dos bispos de Beja

Queridos irmãos e irmãs:

1 – A nossa vida é uma Páscoa, uma passagem. Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Porque fomos batizados, somos cristãos. Porque somos cristãos, precisamos de viver batizados, quer dizer, mergulhados no mistério de Cristo, para não perdermos a consciência da nossa identidade de filhos de Deus e não ficarmos mundanizados como aqueles que vivem sem esperança. Mergulhamos neste admirável mistério que nos habita sendo membros vivos da Igreja nossa mãe, fazendo oração e celebrando os Sacramentos, sobretudo a Reconciliação e a Eucaristia, pelos quais nos unimos a Cristo, para vivermos n´Ele e Ele em nós. A prova real de que isso acontece mesmo vê-se no facto de, pelo Espírito Santo que nos habita, podermos obedecer à vontade de Deus no nosso dia-a-dia e nos tornarmos seus imitadores, praticando as Obras de Misericórdia.

2 – Prestes a entrar na Quaresma pela qual nos preparamos para a celebração anual da Páscoa que é a fonte da Salvação para o mundo inteiro, queremos fazer ressoar para cada um de vós o querigma, o coração pulsante da pregação dos apóstolos, que sempre se tem de voltar a anunciar, como diz a mensagem do Santo Padre.
Tu que estás lendo estas palavras pára um momento e repara, com olhos de ver, na vida que levas ou que te leva: vives para quê? Vives para quem? Deus conhece-te profundamente e ama-te assim como és, neste momento concreto da tua vida. Não desistiu de ti que tantas vezes O ignoras e desprezas para te afundares no egoísmo com que, sem dares por isso, levantas os muros da tua solidão e edificas o teu inferno personalizado. O Senhor vem libertar-te daquilo que te impede de amar e de ser feliz, para que em ti se cumpra o desígnio de amor para o qual foste criado. O Filho de Deus, Jesus Nosso Senhor, morreu na cruz carregando com os teus pecados e ressuscitou, venceu a morte, para que, liberto do pecado e do medo de morrer, possas amar os outros e deixar de viver para ti mesmo. Criado para uma vida sublime, divina, encontras-te encalhado numa vida miserável e sem horizontes! Há uma porta aberta para todos no Coração humano de Deus! Cristo, Bom Pastor, vem à tua procura cheio de misericórdia. Não sejas mau para ti mesmo! Deixa-te encontrar por Ele, entra pela porta que é Ele e saboreia a doçura da misericórdia do Pai!

3 – Na Igreja recebemos a graça de Deus e o Seu Espírito que faz de nós pessoas reconciliadas, pacificadas, capazes de fazer o bem. Esta conversão e esta transformação não se resumem a uma iluminação da inteligência que nos dá uma nova perspetiva do mundo, da vida e de nós próprios. Trata-se de uma cultura e de um percurso espiritual que se faz em Igreja, com outros irmãos. Ninguém pode ser cristão sozinho. As Peregrinações Jubilares à Porta da Misericórdia da nossa Catedral, para as quais todos vós estais convidados, marcarão a Quaresma e a Páscoa deste ano e visualizarão a nossa condição de Igreja a caminho, em conversão permanente. Cultivar a vida cristã é cultivar a comunhão fraterna, comunhão que nos ajuda a ser livres em relação aos bens materiais e aos afetos e submissos a Deus, e nos ensina a adorá-l’O em espírito e em verdade. A oração, o jejum, a esmola, são expressões e instrumentos dessa cultura, dessa justiça nova que o Espírito do Senhor realiza em nós, com a nossa colaboração.

4 – O Santo Padre convida-nos a viver a Quaresma deste Ano Jubilar praticando as Obras de Misericórdia corporais e espirituais que sempre devem andar juntas, porque não podemos cuidar apenas do corpo ou apenas do espírito, uma vez que o ser humano é um todo. As Obras de Misericórdia não são meros episódios de altruísmo: são obras de amor de Cristo aos pobres, realizadas por meio de nós cristãos; são obras de amor nosso a Cristo, presente nos necessitados. Como refere a mensagem do Papa Francisco para esta Quaresma, realmente, no pobre a carne de Cristo torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga (…), e mais ainda quando o pobre é o irmão ou irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé. Motivado por esta consciência e sensível ao drama de tantos cristãos que no Médio Oriente são perseguidos, o Conselho Presbiteral da nossa Diocese de Beja sugeriu que o produto da Renúncia Quaresmal deste ano lhes seja destinado. A propósito, a Renúncia Quaresmal do ano passado, destinada a ajudar as vítimas da erupção vulcânica na ilha do Fogo em Cabo Verde e às obras da Sé somou apenas 20 415,42 €. Dizemos apenas porque estamos convictos de que, apesar de sermos poucos, podemos e devemos ajudar mais. Como comunidades cristãs que somos, não podemos dar apenas qualquer coisa para afastar a má consciência. Não fiquemos indiferentes ao sofrimento e às privações dos nossos irmãos.
Se conheces a misericórdia de Cristo para contigo, sê misericordioso! Se conheces a generosidade de Cristo e o seu amor, ama os teus irmãos e sê generoso tu também! Se tens consciência de que pecas muito por pensamentos, palavras, atos e omissões, lembra-te que a esmola cobre uma multidão de pecados e dá com generosidade, não apenas do que te sobra, mas também do que te faz falta. Priva-te de alguma coisa durante a Quaresma por amor de Cristo para socorreres Cristo, que te ama tanto, presente naqueles que sofrem.

5 – Amados irmãos e irmãs: convertamo-nos ao Senhor no tempo favorável que Ele nos oferece nesta Quaresma, reconhecendo e confessando os nossos pecados no Sacramento da Reconciliação pelo qual se renova o Batismo e a vida cristã. Cultivemos a verdadeira piedade, a intimidade com o Senhor na oração, que dará a simplicidade e a beleza da sua graça ao nosso viver. Praticando o jejum, esvaziemo-nos da nossa soberba e autossuficiência para sermos mansos, humildes e acolhedores para com o próximo. Pratiquemos a esmola com a mesma generosidade e largueza com que o Pai cuida de nós e nos enche de bens. E a glória do Senhor Ressuscitado resplandecerá em nós e na Igreja, ao celebrarmos a Páscoa que se aproxima.

Ajudemo-nos nesta caminhada quaresmal, rezando uns pelos outros.
O Senhor vos abençoe e faça frutificar a vossa caminhada quaresmal.

† António Vitalino e † João Marcos

Jubileu da Misericórdia

Jubileu da Misericórdia

“Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia.” -Papa Francisco


A abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, dia 8 de Dezembro de 2015, assinalou o inicio do Ano Santo. O ano do Jubileu da Misericórdia que encerra a 20 de Novembro de 2016.

A Porta Santa só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. A celebração de um Jubileu ocorre durante um ano, daí que esse ano seja chamado “Ano Santo” ou “Ano Jubilar.

2016 será um ano marcado pela Misericórdia.

“Desejo-lhes um bom ano, pleno da misericórdia de Deus, que perdoa tudo. Tudo…! Abram o coração a esta misericórdia, escancarem o coração, para que exista a alegria, a alegria do perdão de Deus. Boa noite e rezem por mim. E Bom Ano.” -Papa Francisco

“Quem não sabe perdoar não conheceu ainda a plenitude do amor. Só quem ama de verdade é capaz de chegar ao perdão e esquecer a ofensa recebida.” -Papa Francisco

Misericordiosos como o Pai

Misericordiosos como o Pai

Mensagem do Ano Jubilar dos bispos de Beja
A misericórdia do Pai, a paz de Jesus Cristo Nosso Senhor, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!

Queremos convidar-vos, queridos irmãos e irmãs, a celebrar e a viver intensamente, com toda a Igreja, o Ano Jubilar da Misericórdia promulgado pelo Papa Francisco, para comemorar os 50 anos da conclusão do Segundo Concílio do Vaticano. Inaugurado por S. João XXIII e concluído pelo beato Paulo VI, o último Concílio Ecuménico preparou a Igreja para estes novos tempos, em que devemos anunciar o mesmo Evangelho de sempre em contextos muito diferentes daqueles que foram os da cristandade. O tempo da cristandade passou e o Papa Francisco não se cansa de nos lembrar a urgência de recentrar a vida e a ação da Igreja no essencial, para que possamos revelar e oferecer ao mundo, com mais eficácia, o tesouro da misericórdia de Deus. Essa renovação profunda deve começar, necessariamente, por cada um de nós. Por isso vos pedimos: abri os corações à misericórdia do Senhor para vos tornardes, em Cristo, misericordiosos como o Pai.

1. A misericórdia revela Deus
De facto, para sermos cristãos, não nos basta saber coisas acerca de Deus, de Cristo e da Igreja; cada um de nós precisa de viver a experiência concreta da Sua misericórdia que nos liberta do poder das trevas e nos faz passar para o Reino de Seu Filho muito amado (cf. Cl.1,13). A nós, que estávamos mortos em nossos pecados, Deus, que é rico em misericórdia, vivificou-nos juntamente com Cristo e com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus (cf Ef 2,1.4-6). Se nestas palavras de S. Paulo reconheces a tua história e o programa da tua vida futura, feliz de ti que alcançaste misericórdia! Sê misericordioso, porque, segundo a promessa do Senhor, sempre alcançarás misericórdia (cf Mt 5,7).

Para podermos alcançar misericórdia e testemunhá-la ao mundo, serve precisamente este Ano Jubilar. Por meio dele, Cristo Bom Pastor vem à procura das suas ovelhas transviadas. Deixa-te encontrar por Ele, sai dos esquemas egocêntricos e mesquinhos em que te resguardas, abre-te à largueza da Sua graça, deixa-te apascentar e conduzir por Ele até à casa do Pai, que te espera transbordante de amor e de perdão, para te abraçar e te revestir da dignidade própria dos seus filhos, tal como vemos na parábola do filho pródigo.

2. A Igreja, estalagem da misericórdia
Constituída por pecadores que acolheram o Evangelho e estão a caminho da Terra Prometida, a Igreja é, no dizer do Papa Francisco, como um hospital de campanha ou como a estalagem da parábola do Bom Samaritano, onde o Senhor nos recebe misericordiosamente e cura as nossas feridas. A Igreja é o lugar de encontro de Deus com o homem e do homem com Deus, o lugar da graça e da misericórdia. Nela, Jesus é o rosto do Pai misericordioso que nos atrai, e, como Ele próprio afirmou, a porta pela qual entramos para ser salvos. Por Ele entramos na comunhão da Igreja ao sermos batizados e ao renovarmos o Batismo no sacramento da Reconciliação. Por Ele, impelidos pelo Seu Espírito, saímos como Igreja enviada ao mundo para dar testemunho da Sua misericórdia e anunciar o Evangelho.
A propósito, transcrevemos aqui o que diz o Santo Padre na bula de proclamação do Jubileu: a arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo.

Citando a encíclica Dives in Misericordia de S. João Paulo II, continua o Papa: « A Igreja vive uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais ela é depositária e dispensadora». Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos –, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia. (Cf Bula O Rosto da Misericórdia nn. 10 ss) 

3 – Acolher, cultivar e testemunhar
Para que estas palavras se tornem realidade nas nossas paróquias e na nossa diocese procure cada um acolher a misericórdia, cultivar a misericórdia sobretudo na igreja e na família, e dar testemunho da misericórdia.

Convertamo-nos à misericórdia de Deus que nos revela a nossa miséria, nos põe na humildade e nos mostra a necessidade absoluta de sermos salvos desta ilusão hoje tão propagada de que não precisamos d’Ele para ser felizes. Reconciliemo-nos com Deus confessando os nossos pecados e recebendo o Seu perdão no Sacramento da Reconciliação.

Cultivemos no seio de cada comunidade cristã a misericórdia pois não tem condições para se desenvolver fora dela. A ácida atmosfera do mundo em que vivemos é adversa à cultura da misericórdia, mas o mundo precisa dos seus frutos para subsistir. A árvore da misericórdia dá frutos na terra, mas tem no céu as suas raízes e alimenta-se do Espírito que nos é dado gratuitamente por Jesus Cristo. A Igreja é a estufa, o ambiente propício onde esta frágil planta pode desenvolver-se, florescer e frutificar. É nela que recebemos o Espírito Santo e aprendemos a não julgar, a perdoar, a orar em comum, a praticar a correção fraterna. É em comunidade que aprendemos a ser solícitos pelo bem dos outros, aceitando-os como são, ajudando-os e servindo-os, esquecendo-nos de nós mesmos, é lá que aprendemos a amar os inimigos e a dar a própria vida imitando o Senhor Jesus.

Convidamos-vos a aprender de cor e a praticar as catorze obras de misericórdia, corporais e espirituais. As corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos, visitar os presos, sepultar os mortos. E as espirituais são estas: dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus por vivos e defuntos. Podemos resumi-las em catorze verbos: alimentar, dessedentar, agasalhar, albergar, curar, visitar e sepultar; aconselhar, ensinar, corrigir, consolar, perdoar, suportar e orar.

Testemunhemos a misericórdia! Ao longo dos tempos, conforme as circunstâncias, para além da prática individual e discreta que só Deus conhece, os cristãos encontraram formas organizadas e públicas de praticar as obras de misericórdia. Desde o século XVI as Santas Casas da Misericórdia, fundadas por todo o lado em Portugal, tornaram-se expressões eficientes da caridade cristã para com os necessitados. E agora, quanta assistência se faz nos Centros Sociais e em muitas instituições cristãs de solidariedade cujo único objetivo é fazer o bem a quem precisa, dentro e fora da Igreja, em Portugal e no mundo! Quantos Institutos e Congregações Religiosas, quantas organizações da Igreja Católica auxiliam os pobres e necessitados e são, em todo o mundo, sinais da misericórdia de Deus e da solicitude da Mãe Igreja para com os pobres?

Hoje, entre nós, talvez não seja preciso multiplicar as Instituições que se dedicam à prática da Caridade, mas é necessário que sejam revitalizadas pela seiva do Espírito, para que a sua ação não fique reduzida a mero altruísmo. É por amor a Cristo presente nos pobres e necessitados que nós cristãos praticamos as obras de misericórdia. Sem isso, seríamos erradamente louvados pelos homens que, ao ver as nossas boas obras, devem glorificar o Pai que está nos céus, e não a nós.

4. Peregrinações do Ano Jubilar
Vivamos os breves meses deste Ano Jubilar em conversão sincera. Façamos uma peregrinação jubilar e atravessemos a Porta da Misericórdia para recebermos o dom da indulgência plenária, importantíssima não apenas para nos fazer progredir na comunhão com o Senhor, mas também para edificar a comunhão nas nossas comunidades cristãs.

Para recebermos a graça da indulgência plenária que nos liberta de qualquer resíduo das consequências do pecado e nos habilita para agirmos com caridade, cultivando a comunhão fraterna, além de uma confissão bem-feita, detestando o pecado e com firme propósito de emenda e de participar na Eucaristia e comungar sacramentalmente, é necessário também proclamar o Credo e rezar pelas intenções do Papa.

Para além da abertura solene da Porta da Misericórdia no domingo dia 13 de dezembro e da dedicação do novo altar da Sé, celebração duplamente importante para a qual todos estão convidados, apresentamos-vos o programa das peregrinações jubilares dos diversos arciprestados da diocese à nossa catedral: Odemira, em 21 de Fevereiro; Almodôvar, em 28 de Fevereiro; Moura, em 6 de Março; Beja, em 13 de Março; Santiago do Cacém, em 3 de Abril e Cuba, em 17 de Abril.

Além destas, estão programadas também outras peregrinações que vos anunciamos desde já: encerramento do Ano da Vida Consagrada em 30 de janeiro; Forum Jovem em 19 de março, e Jubileu dos Diáconos em 29 de maio. Outras ainda serão anunciadas oportunamente. Lembramos a Peregrinação Diocesana ao Santuário de Fátima em 25 e 26 de Junho, (Jubileu Mariano), na qual confiaremos a Nossa Senhora as conclusões do Sínodo Diocesano. Os párocos terão o cuidado de preparar convenientemente estas peregrinações, para que os fiéis possam receber abundantemente as graças deste jubileu.

A Virgem Santa Maria, Mãe de misericórdia, que na sua imagem peregrina nos está visitando como que a preparar-nos para o início do Ano Jubilar, interceda por todos nós e abençoe as famílias, as paróquias e todas as comunidades da nossa diocese.

† António Vitalino e † J. Marcos